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Terminado o ano de 2020 e agora com mais condições de avaliarmos alguns dos impactos da pandemia de Covid-19, dados recentes nos confirmam a aceleração que a pandemia causou em relação a alguns dos movimentos que já estavam em curso na indústria de meios de pagamentos.

Considerando especificamente o mercado brasileiro, o relatório mais recente disponibilizado pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECs) nos mostra que as compras remotas com cartões, envolvendo crédito, débito e pré-pagos subiram mais de 30%. Já os pagamentos por aproximação, segundo o mesmo relatório, cresceu durante 2020 o expressivo número de 469,6%, chegando a movimentar R$ 41 bilhões.

Se observarmos que os maiores riscos de contágio estão relacionados em estarmos expostos ao contato físico, estes números atestam o crescimento pela procura e a utilização de alternativas de pagamento que minimizam o contato físico (contactless) que, além de reduzirem a exposição às possibilidades de contaminação, trazem mais agilidade à experiência de compra sem abrir mão da segurança.

Closeup of an unrecognizable person using her phone to scan and pay a bill on a card machine at a cafe during the day

Entre as alternativas para pagamentos contactless, temos desde os cartões físicos dotados da capacidade de pagamento por aproximação (NFC), digital wallets (carteiras digitais) em smartphones e até mesmo wearables (como relógios e pulseiras fitness). Para corroborar o uso destas novas alternativas, segundo pesquisa realizada pela Mastercard, 69% dos brasileiros entrevistados se disseram incentivados pela pandemia a usar tecnologias sem contato através de distintos dispositivos.

Olhando para o cenário global, o relatório CCS Insights 2019 Wearables Forecast estima que o mercado de tecnologias wearables atinja 260 milhões de unidades até 2023 e acredita-se que mais de 78% dos terminais de venda do planeta terão capacidade para realizar pagamentos por aproximação até o final de 2022.

Além de diminuir o risco de contaminação, os pagamentos por aproximação também são capazes de trazer uma nova experiência de compra, provendo mais rapidez e conveniência (um só ato e o pagamento está feito), tornando a jornada de compra do cliente mais fluída e permitindo que ele deixe a carteira em casa (desde que ele não esqueça seu gadget preferido para fazer suas compras).

A adoção de pagamentos por aproximação através de dispositivos representa também uma nova oportunidade para bancos, varejistas e outros constituintes do ecossistema de meios de pagamento alavancarem seus processos de transformação digital, oferecendo aos seus consumidores formas mais convenientes e ainda sim, muito seguras de realizar pagamentos.

Para estas entidades, existem plataformas de pagamento digitais completas que garantem essa segurança através por exemplo do uso de tokens, que permitem que as informações originais do cartão, sensíveis do ponto de vista de segurança, sejam substituídas por um identificador único do cartão.  Neste processo, seja a carteira digital que recebe o token a partir de um emissor, seja o comércio, nenhum dos dois realizam nenhum tipo de armazenamento das informações do cartão “real” e sim, somente da sua representação (token).

*Eduardo Cunha é CEO da HST (https://www.hst.com.br/), empresa líder em tecnologia de informação para o ecossistema de pagamentos. São clientes da HST seis dos mais importantes bancos brasileiros, quatro dos dez maiores bancos da América Latina e algumas das principais varejistas do subcontinente, como Pernambucanas, Riachuelo e Carrefour.

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Pandemia antecipa urgência do uso de tecnologias sem contato para pagamentos

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