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O ano de 2020 não começou bem para a humanidade. A Austrália enfrentou a pior temporada de incêndios de sua história, a escalada de tensão entre os EUA e o Irã, e no Brasil, destacamos o baixo crescimento do PIB do país, as enchentes no Sudeste e o Estado do Paraná enfrentando a pior estiagem de sua história. Mas sem dúvida alguma, dentre alguns dos principais fatos que marcaram o corrente ano até agora, a chegada da covid-19 trouxe inúmeros desafios em todas as áreas, pois mudamos drasticamente nosso estilo de vida e rotina em pouquíssimo tempo. Absolutamente tudo mudou, a nossa forma de realizar compras, trabalhar, encontrar com amigos e familiares e com os estudos não seria diferente.

Praticamente do dia para a noite, várias instituições precisaram fechar para respeitarmos o isolamento social recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e profissionais da saúde. A escola foi uma dessas instituições que precisou ser fechada, pais, alunos e professores passaram a vivenciar um cenário completamente desconhecido. De um lado temos famílias trabalhando em home office com seus filhos em tempo integral em casa, precisando auxiliá-los em todas as atividades, inclusive nas tarefas escolares, sendo estas muitas vezes desconhecidas pelos pais. As crianças também foram muito afetadas, uma vez que perderam sua rotina escolar, sem saber expressar essa necessidade de rotina (horários adequados para acordar, comer, brincar, estudar, dormir, entre outros) aumentam seu nível de irritabilidade e stress, ficando mais chorosas. Do outro lado temos os professores, que foram desafiados a se reinventar, criar uma nova metodologia para alcançar seus alunos e transmitir o conhecimento.

Uma das soluções encontradas para a educação foi o ensino a distância, popularmente conhecido como EaD, porém para este tipo de ensino é necessário obter conexão com internet. Por outro lado, o especialista em tecnologia na educação Nelson Pretto afirma que “a pandemia pode ser uma oportunidade para repensar estratégias para a educação a partir de agora”. Secretários de Educação de várias regiões traçaram inúmeras estratégias para levar educação até seus estudantes, lançando atividades pela internet, aulas pela TV aberta e distribuição de atividades impressas para aqueles que não tem acesso a internet.

Sem dúvida, a pandemia trouxe vários desafios, porém o que podemos concluir é que tivemos inúmeros aprendizados em diversas áreas, e estamos conseguindo superá-los no dia a dia. Encontramos novas soluções e descobrimos novas ferramentas educacionais que antes não eram exploradas. Outra evidência a ser ressaltada é que o número grandioso de “lives” de diversas áreas do conhecimento vêm contribuindo para a formação de muitos profissionais, pois as barreiras físicas estão sendo diluídas neste novo formato que a sociedade encontrou como “solução” temporária. Desta forma é possível concluir que o ano de 2020 está longe de ser considerado um ano perdido.

Autora: Camila Andretta Martins é mestre em Educação e professora da Área de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter.

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O ano letivo de 2020 pode ser um ano considerado perdido?

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