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Uma mulher foi diagnosticada com problemas nas glândulas oculares e os médicos acreditam que a causa foi o uso excessivo de celular. A Disfunção da Glândula Meibomiana (DMG) é mais comum em idosos, mas começa a aparecer com mais frequência entre os jovens devido ao hábito de ficar longas horas diante de telas de smartphones, TVs, tablets e computadores.

A doença é causada pelo funcionamento incorreto ou pela secura da glândula que fica abaixo da pálpebra. Ela secreta óleos para tornar a visão mais límpida. Os médicos informam que uma vez comprometida, não é possível regenerá-la. Com isso, o paciente precisa tomar medidas e realizar tratamento durante a vida inteira para enxergar de forma confortável.

A imprensa dos Estados Unidos destacou o caso de Gretta Nance. Ela trabalha com marketing e precisa ficar horas em frente a telas para realizar o serviço. A profissional contou que estava com uma visão boa no início do ano, mas agora acorda praticamente cega. “Basicamente, sou cega pela manhã. Não posso ver TV à noite ou manter os olhos abertos porque eles só querem fechar. Estão muito irritados”, disse.

Os optometristas observaram que o hábito de passar várias horas ao dia consultando o iPhone, usando o MacBook e assistindo à televisão possivelmente causou o problema.

Gretta Nance não é a única, pois uma pesquisa realizada pelo portal EMarketer.com indica que o americano médio passa mais de três horas mexendo no celular. No caso dos adolescentes, o dado é ainda mais alarmante: eles gastaram, em média, sete horas e 22 minutos.

Segundo os médicos, quando as pessoas estão diante destes dispositivos, os olhos ficam em estado de alerta e, por isso, piscam pouco. Porém, é justamente esta pequena ação que encobre toda a região ocular com a secreção oleosa produzida pela glândula meibomiana. O óleo permite uma visão clara e sem irritação.

“Os estudos mostraram cerca de 60% menos piscadas diante de em um dispositivo digital”, explicou Amorette Hannah, da equipe médica da Stonehenge Vision Source.

O raio X da pálpebra de Gretta permitiu observar que há várias regiões em que evaporaram os óleos secretados pela glândula. Situações assim fazem com que os danos são irreversíveis. O tratamento inclui visitas regulares ao oftalmologista e utilizar colírios entre 10 a 15 vezes ao dia, ao longo da vida.

“Vou ter que lidar com isso pelo resto da minha vida. Essa foi provavelmente uma das coisas mais chocantes: aprender que não posso recuperar essas glândulas”, contou a mulher.

Os sintomas da doença incluem secura ocular, sensação de ardência ou areia nos olhos, irritação nas pálpebras, incômodo com as lentes de contato, visão embaçada, além da sensação de olhos grudados ao acordar.

Felizmente, o cuidado preventivo é simples. Os médicos recomendam a regra 20-20-20, ou seja, sempre que passar mais de 20 minutos em frente a uma tela de celular, o usuário deve realizar uma pausa e observar um objeto a mais ou menos 20 pés de distância (no sistema imperial usado nos Estados Unidos, cerca de 6 metros no sistema métrico) por vinte segundos.

Com informações da ABC11EMarketer.com e ABC News

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Mulher quase fica cega por uso excessivo do celular

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