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De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, o número de crianças leitoras cresceu nos últimos quatro anos, sendo que 48% disseram ler por gosto. A prática contribui para o desenvolvimento de capacidades como pensar, interpretar, falar, aprender e conviver.

Além disso, ler para uma criança fortalece os vínculos afetivos e é uma oportunidade de participação ativa do adulto na educação desde a primeira infância.

 “Ao apresentar às crianças a fantasia, por meio das histórias e dos personagens, a literatura exerce um papel fundamental na construção do significado. Elas passam a usar a imaginação e a criatividade para lidar com sentimentos e emoções, enriquecendo e ampliando suas experiências com as pessoas com quem convivem e com elas mesmas”, explica a coordenadora de Engajamento Social e Leitura do Itaú Social, Dianne Melo.

 Mas, um livro sozinho, sem mediação, pode não ter significado para uma criança, mas quando um adulto, no papel de mediador de leitura, se propõe a “andar junto” do pequeno leitor, ele se coloca como presença que dá voz ao texto literário e dispõe seu olhar e escuta para convidar à interação e acolher as diferentes leituras.

A especialista pode abordar ainda outros temas ligados à literatura infantojuvenil:

– A leitura como entretenimento;

– A importância de utilizar o imaginário para ajudar a criança a elaborar o momento de distanciamento social que estamos vivendo;

– Cuidado com a exposição excessiva às telas (celular, computador) e o uso dos livros digitais;

– Como escolher bons livros para ler com as crianças;

– A importância da mediação e como realizá-la.

Dicas para a escolha de um bom livro infantil:

  1. Qualidade textual: o registro linguístico deve ser literário, ou seja, a linguagem é conotativa, utiliza figuras e há preocupação com a escolha das palavras. A construção textual deve estimular uma boa leitura em voz alta por parte do mediador.
  2. Qualidade visual: o projeto gráfico deve ser capaz de motivar e enriquecer a interação do leitor com o livro; a fonte deve oferecer boa legibilidade e as ilustrações não devem reforçar estereótipos sociais, históricos, raciais e de gênero.
  3. Qualidade temática: o conteúdo não deve ser didatizante e dialogar com o imaginário infantil; importante contemplar a diversidade e contextos culturais, sociais, históricos e econômicos, além de possibilitar a reflexão das crianças sobre si próprias, os outros e o mundo que as cerca.

Fonte

Dianne Melo, coordenadora de Engajamento Social e Leitura do Itaú Social, é graduada em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP e especialista em Linguagem pela mesma instituição. Trabalhou como professora e coordenadora pedagógica na Educação Infantil e Ensino Fundamental. Atuou na Escola Itaú Unibanco de Negócios, desenvolvendo currículos do conhecimento, ações de desenvolvimento e treinamento para equipes voltadas para gestão estratégica. Há mais de 15 anos atua como formadora de professores do Sindicato dos Professores de São Paulo – Sinpro/SP.

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