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A tecnologia associada ao uso da internet tem estimulado bastante o desenvolvimento intelectual das pessoas e, se olharmos por esse lado, isto traz um grande benefício. No entanto, o acesso à internet em grande escala também tem corroborado para um sério problema chamado de fake news (“notícias falsas”, em tradução livre).

Nos últimos anos, esse tema tem ganhado muito destaque por causa da quantidade de informações inverídicas que têm circulado nas redes sociais, no aplicativo WhatsApp e em alguns veículos de comunicação. Para se ter uma ideia, segundo o Relatório da Segurança Digital, produzido pelo dfndr lab, laboratório de segurança da PSafe, no Brasil, asfake news tiveram mais de 2.9 milhões de acessos entre janeiro e março de 2018. Ainda de acordo com o levantamento, 95,7% dos conteúdos falsos foram disseminados via WhatsApp.


Os números expressivos não chamam atenção apenas pelo curto prazo, afinal, o impacto que isso tem causado gera um problema preocupante, já que as notícias falsas são repassadas rapidamente e muitas delas podem interferir na vida das pessoas, uma vez que possuem as linhas de difamação, ódio, bizarrices, entre outros.

O que também impressiona é que esse tipo de negócio é lucrativo para os criminosos. Como o objetivo é lucrar indevidamente a partir de visualizações e cliques em anúncios e páginas, quanto mais usuários impactados, maior o lucro. Isso justifica as chamadas sensacionalistas e mentirosas.

Desta forma, esse assunto chama a atenção e pede da gente o hábito de sempre duvidar das informações compartilhadas na internet, sobretudo aquelas que se tratam de temas polêmicos e alarmistas. É possível se proteger e ficar atento à estrutura do texto, às características da marca dos veículos, ao tamanho da fonte da palavra ‘compartilhe’, ao uso de dados inconsistentes, ao uso de informações que não possuem relação com o assunto abordado, erros gramaticais e de ortografia, entre outros.

Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com 

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A era da ‘fake news’

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